A internet, suas bobagens e o meu salário

A internet, suas bobagens e o meu salário

A internet é um lugar onde as pessoas se libertam e mostram, muitas vezes, quem elas realmente NÃO são. Aqui, nesse espaço, nós nos sentimos livres, por que temos a facilidade de criar o conteúdo que quisermos. Mas que tipo de conteúdo criar? Eu crio ou compartilho “coisas” por que isso representa o que eu sou, ou penso no que as pessoas podem achar sobre aquilo que eu digo? Faz sentido? Não deveria…

Nós já temos uma rotina muito sobrecarregada no dia a dia. Se você, assim como eu, tem uma família, contas a pagar – meu pesadelo são os BOLETOS -, obrigações a fazer e uma vida a viver, já sabe que é necessário se desligar da realidade de vez em quando. E quando nós nos desligamos, encontramos refúgio nas pequenas bobagens nesse universo de coisas que ganham um sentido rapidamente nas nossas mentes. Aí, rimos de besteirinhas como (ative o som para entender):

Publicado por Irmã Zuleide em Terça-feira, 20 de março de 2018

Sobre o vídeo, alguns diriam que eu estou blasfemando, mas eu nem preciso me explicar para ninguém. Só digo que essa é a triste realidade da vida adulta. Tem meses que o desespero bate no início, já outros – raros – temos um alívio e chegamos até o meio, mas na grande maioria das vezes, tentamos achar até aquelas moedas escondidas no sofá para poder, ao menos, ter um minuto de diversão a mais.

Na internet as coisas não precisam, necessariamente, fazer sentido. Ninguém é o que é na vida real quando está “coexistindo” com outras pessoas, ou você acha que fala com os seus mais de 100, 200 ou até mais amigos/seguidores/conhecidos/bots e todos são tão próximos que poderiam até te ajudar pagando as contas de casa? Se ninguém é igual, ou como você acredita ser “confiável” como na real life, por que seria diferente na virtual?

Aqui muitas vezes nós expressamos aquilo que sentimos nem sempre por palavras, e sim por cliques em cima do que as outras pessoas compartilham – você não curte, ou ama, ou diz “uau” para tudo na vida, tá? Mas ainda bem que nós não nos obrigamos a ser nós mesmos na internet, por que ia ser muito chato ficar por aqui.

Todo mundo tem a sua chatice interna – e não que isso seja, necessariamente, ruim. Só que somos criados de formas diferentes, aprendemos valores conforme experimentamos as coisas e ninguém nunca vai ser igual. Por isso… seja quem você quiser ser por aqui, amiguinho. Por que eu nem sempre mostro o Ricardo real nesse universo também. Só faça um favor a si mesmo e aos outros e não se mostre um idiota – esse recado é para quem compartilha violência, discursos de ódio ou mostra que não tem um cérebro ligado na cabeça.

E olha que essa questão das diferenças é tão grande – real, virtual / certo, errado / pra mim, ou pra você – que eu até tô pensando em fazer uns vídeos para vocês aí da internet tratando alguns assuntos específicos, sérios, com a dinâmica desse ambiente maluco. Tenho até um parceiro na empreitada, o sempre bem humorado e homem que usa de sua criatividade em histórias contadas na TV, Bruno Gerhard, que é repórter da RICTV em Maringá. Caro Bruno, te desafio a chamar o Elvis Marçal para fazer essa dancinha aqui ó – o pequenino ali pode ser ele, tá?

E viva a internet, suas bobagens… já o meu salário? Vou mantendo, obrigado.

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