O pepino gigante, a raposa assassina e o artesanato com palha de milho

O pepino gigante, a raposa assassina e o artesanato com palha de milho

O conto a seguir é uma obra de ficção inspirada nos materiais veiculados no RIC Rural do dia 8 de abril de 2018, disponíveis também no informativo – confira no final desta página.

Era um dia comum na vida de Francisco. Morava em Cascavel, cidade com quase 320 mil habitantes na região Oeste do Paraná. Todos os dias ia para a roça. Acordava cedinho e dava uma olhada nos frutos e verduras, como os pais haviam lhe ensinado a fazer desde pequeno. Fazia um tempo que ele não via os pepinos – por que Francisco não gostava muito de pepinos – mas como já se passavam alguns dias, quer dizer… semanas que ele não conferia a produção, resolveu que aquele era o dia.

Quem gostava de pepinos, na verdade, era a esposa e as amigas, que todos os dias proseavam na área da pequena casa de madeira da família. E olha, elas eram dedicadas. Palha aqui, palha ali. Arruma aqui, ajusta ali. E pronto! Saia uma bela de uma bonequinha de palha! A primeira delas foi feita para a neta do Francisco, olha só! Depois disso, o “benzinho”, que é como o agricultor se referia à esposa, não parou mais.

Grupo de mulheres transforma palhas de milho em artesanato na zona rural de Londrina, no Norte do Paraná. – Imagem: Reprodução/RICTV

Mas já voltando a falar de coisa séria – seríssima – Francisco saiu de casa, deu um beijinho na patroa, pegou o seu “radinho”, que é seu companheiro de luta no campo, e partiu para ver os danados dos pepinos. No caminho, ouviu de um tal de Sérgio um projeto de bio… biocombus… BIOCOMBUSTÍVEIS – conseguiu pronunciar a bendita da palavra só depois de ensaiar mentalmente mais de uma vez como falaria. Ouviu também falarem do concurso Agrinho, aquele que a neta participou no ano anterior, e do trabalho do Senar Paraná – ele fazia um curso vez ou outra, por isso sabia de tudo um pouco sobre.

No caminho da roça, encontrou o amigo Vicente cabisbaixo. O motivo? A raposinha malandra, que estava matando as coitadas das suas galinhas. “Faz um furinho, chupa o sangue e já era”, contou. Para Francisco, Vicente até disse que não dava pra mexer com esse negócio de raposa: “é crime”, justificou. Por conta disso, o amigo parou de lidar com as penosas e resolveu investir nos “tumates”.

Francisco continuou a fazer o caminho da roça, quando se assustou ao ver aquele trem gigante. “Uai, tem coisa errada com esse pepino”, pensou. Logo arrancou o bicho do pé e partiu de volta para casa para mostrar para a mulher. “Que é isso, Chico?”, falou assustada a esposa, que largou de mão as palhinhas e correu para ajudar o companheiro. “Tem pra toda família. Chama o Du”, respondeu Francisco, ao se referir ao filho cantor.

Verdadeiro Francisco (não o da ficção) de Cascavel com o pepino gigante. – Imagem: Reprodução/RICTV

O fruto pesou 41 quilos. Chico queria comemorar. Mesmo não gostando de pepino, reuniu toda a família e fez aquele festão, com direito a um bom “modão” sertanejo, cortesia da dupla formada pelo amigo e o filho Du. Dizem que essa história toda deu até no RIC Rural. Acredita?


Informativo do programa (clique para assistir):

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